Tribuna de Santos, o retorno!


Ano passado participei pela primeira vez na prova Tribuna de Santos, prova bem tradicional do litoral paulista. Com essa participação, eu consegui índice para entrar na “Elite B” de largada, como contei no post do ano passado (se quiser ler de novo, só clicar no link 😉 ).
Esse ano minha intenção era a de repetir o feito! Mas… muitas emoções mudaram meus planos de corrida para esse ano… e essa intenção acabou sendo adiada para os próximos. Porém, queria vivenciar a prova de novo, tinha uma meta diferente pra ela, já que o tempo para continuar nesse grupo “seleto” não ia mais ser possível. A vaidade de ver seu nome na lista dos “aprovados” também foi maior que a sensatez do não poder participar. Acho que todos os corredores já sentiram um orgulho de si próprio por ter conseguido algo que julgava difícil ou impossível, né? E foi assim que me senti quando vi meu nome na lista, lembrei de todo esforço, todo incentivo que recebi para poder estar com ele ali. Por impulso me inscrevi novamente!

 

Fiquei um tempo pensando em porque eu tinha feito isso, já que não poderia correr como eu corria… pensando nos riscos, nos ganhos… até que achei dentro de mim um motivo que me deu forças e coragem para fazê-la. Aí que entra a parte que muitos leitores não devem estar entendendo nada, né? Vou ajudá-los: no começo do ano descobri que ganharia o melhor presente de todos, muito além de troféus ou medalhas: estava esperando a vinda de uma menininha muito especial, gerada com muito amor e que iria mudar pra sempre minha vida. Com isso, muitas mudanças aconteceram comigo, que posso detalhar melhor em uma próxima oportunidade. O fato que afeta o assunto da prova é que, por precauções, minha médica não me permitiu mais correr, e isso mudou muito minha rotina de treinos. Como iria fazer pra completar 10k?

Todo mundo se divertindo e incentivando 😊

O incentivo que achei foi: se posso caminhar, posso terminar. Quero fazer isso para que tenhamos uma história juntas, a primeira corrida da minha bebezinha comigo 😍 Teríamos uma medalha pra simbolizar isso pra sempre. Teríamos emoções só nossas e uma experiência completamente diferente pra mim 🤰🏻👶🏻

 E foi assim, que domingo estava lá em Santos para participar desse momento único. Muitos amigos e o papai estavam por lá também, que demonstraram muito carinho conosco, e a preocupação de termos cuidado no que iríamos fazer. 

Largada “na elite” (se achando risos!)


Quando a prova começou, parecia ser a primeira vez que eu estava correndo! Faziam pelo menos 3 meses que não colocava um tênis pra isso… por largar na elite fiquei constrangida de começar andando, então respeitei minhas limitações e fui no trotinho, no cantinho pra não atrapalhar ninguém, só vendo todos aqueles brutos passarem por mim… mas eu estava feliz. Mesmo vendo todos irem e eu ficando, estava conectada comigo, com ela e fomos conversando e passeando pelo percurso. Logo os demais pelotões me alcançaram, e eu alternando entre trote e caminhada forte, sempre no canto e de olho para não atrapalhar nenhum corredor… só queria sentir aquela sensação de novo, aquele momento único.

Nós no percurso 😊🤰🏻👶🏻

Acho que a bebê também gostou, porque ficou toda serelepe o percurso todo, se mexendo junto comigo! Parecia que estava correndo dentro da barriga (risos) e foi a melhor sensação que eu poderia sentir. Claro que fiquei com medo de a estar machucando, e quando a agitação e os batimentos estavam demais, era hora de caminhar um pouco.

📸 @filomenaprada

Pela primeira vez em provas de rua, o tempo não me interessou. Eu coloquei o garmim só para controlar os batimentos cardíacos, não interessava pace, nem tempo… só queria terminar e ter uma lembrança boa de todos aqueles momentos dentro de mim.

 Demoramos um pouquinho pra terminar, viu! Mas a sensação de completar, aquela multidão ao redor torcendo, valeu cada km… mesmo que nem todos eles tenham sido no trotinho. Claro que completamos correndo, né? Não podíamos passar pela multidão caminhando (risos). Mas foi ótimo pra perceber que nem sempre uma colocação boa ou um record pessoal podem nos dar satisfação… A superação de dores (já que estava sem esse estímulo a um tempo), e principalmente sentir que fizemos juntas algo que é só nosso, deu a mesma felicidade de conquista que tive no ano anterior… se não melhor!

Nossa medalhinha!

Agora já temos mais uma história pra contar pra ela quando estiver conosco 😊🤰🏻👶🏻🎀💓

@julibak 

 

 

 

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